... a justiça esteve do lado da verdade...
Minha avó materna, mãe de 13 filhos, 10 deles vivos, vivia numa casa sem muitas condições, mas sabemos nós que as pessoas de mais idade, têm determinadas "birras", e a da minha avó era ficar a morar naquela casa, enquanto tivesse filhos solteiros com ela. Tinha ela 75 anos, quando o último filho solteiro começou a arranjar a sua vida...
A minha avó não tinha bens... Era uma pessoa simples.
Uma das filhas, chegou a falar que quando fosse o caso, que a levaria para a casa dela, pois vive numa moradia com uns anexos que estão por habitar, tem uma melhor qualidade de vida e a única filha mais próxima que teria espaço para ficar com a minha avó.
O meses foram passando e entretanto o meu tio resolveu casar...
Com a decisão dele, falou-se que a minha avó não teria condições para ficar naquela casa sozinha. Naquela altura a pessoa que se tinha oferecido para ficar com ela, porque tinha espaço, inventou mil e uma desculpas que não poderia ficar com ela, mas que ia arranjar uma solução.
A solução que arranjou, foi colocar a minha avó num lar de dia...(é que nem era um lar onde ela ficaria sempre, era apenas para durante o dia) Lar esse que lhe ficaria com a reforma, que lhe daria de comer e trataria dela durante o dia, e ao final do dia dar-lhe-ia uma sopa e a levaria para casa, onde ficaria sozinha, até ao dia seguinte a irem buscar de novo.
Dos 10 filhos (ela incluída), uns disseram que não tinham possibilidades e que aceitavam a decisão que fosse tomada, outros disseram que o lar era a melhor opção, 2 filhos disseram que não queriam a mãe num lar e que ficariam com mãe em casa deles (um deles a minha mãe).
Desses 2 filhos, visto ser a minha mãe aquela que tinha melhores condições, ela falou com o meu pai, comigo e com o meu irmão, que queria trazer a mãe dela para nossa casa, para poder cuidar dela, em vez de a deixar ir para um lar de dia, e nós de imediato aceitamos a decisão dela e demos-lhe todo o apoio.
Ao longo de 3 anos a minha mãe ficou a cuidar da mãe (minha avó) em nossa casa, nesses 3 anos, a irmã (aquela que tomou a decisão de ficar com a mãe, e depois já não a queria, e tratou de arranjar solução de a meter num lar de dia) nunca veio visitar a minha avó a nossa casa, dizia-se magoada... (magoada provavelmente no orgulho, por não ter conseguido por a própria mãe num lar, só se fosse).
No primeiro ano, fez questão de deixar na caixa do correio, uma carta ameaçadora á minha mãe, onde se podia ler no final: "A mãe pode estar a penar que não a vou visitar."
No segundo ano, tratou "convencer" ou "desconvencer" os restantes irmãos (tirando o outro que também disse que ficaria com a mãe) a irem lá a casa visitar a mãe, tanto é que no dia de aniversário da minha avó, a minha mãe fez um bolo de aniversário, falou aos irmãos que lá costumavam ir e não apareceram, porque não podiam, soube-se depois, que tinham estado a festejar o aniversário da minha avó em casa da minha tia, a cantar os parabéns para uma foto da minha avó e a soprar as velas por ela. (preferiram cantar para o 'nada' do que com a aniversariante (minha avó).
No inicio do terceiro ano, a minha mãe recebeu na caixa do correio, uma notificação. Após se apresentar, soube-se que a minha tia (que nunca sequer foi ver a minha avó) foi fazer uma queixa de maus tratos... Ora o que é que ela conseguiu? Que a minha mãe após "investigação" ficasse com a tutela da minha avó... (Tantos eram os maus tratos que ela lhe dava...).
A minha avó faleceu em Fevereiro de 2014...
Na ambulância, a porta do prédio...
Os bombeiros disseram que provavelmente não valia a pena leva-la para o hospital pois só iria ser perda de tempo, e levaram-na de volta para cima.
Na capela apareceram 2/3 filhos, os restantes chegaram com a minha tia, estiveram 5/10 minutos, fizeram "espectáculo" e foram embora.
No dia do funeral, chegaram 5 minutos antes, a saída da igreja, ameaçaram a minha mãe...
O dias foram passando, a dor ainda se sentia, e a 18 de Março desse mesmo ano, (dia em que faço anos, coincidência ou não...), chego a casa depois de um dia de trabalho, não via alegria, nem pegavam comigo como costume, estranhei...
Jantei, e no final o meu irmão disse para ir com ele... levou-me até a TV, ligou a box e começou a retroceder...
Num programa de TV, lá estava ela...
A minha tia... a difamar, caluniar, denegrir, a imagem e honra da minha mãe.
A minha mãe de lágrimas nos olhos, eu revoltada, só queria ver aquilo até ao fim, e ver até onde alguém da família poderia ir.
E foi muito longe... A minha mãe entrou em depressão...
Após ver o sofrimento da minha mãe (Que fariam vocês???) Eu tratei de falar com uma advogada que conheço a alguns anos, para mim já chegava...
As ameaças, as queixas, o programa tinha sido para mim a gota de água, e ia apresentar queixa... Após falar com a advogada, ela disse que teria mais peso, se fosse a minha mãe a apresentar a queixa, falei com os meus pais, e assim foi...
No tribunal...
Levou pessoas que não conheciam o caso, para suas testemunhas...
Um advogado que não fazia perguntas, afirmava, e quando a resposta não correspondia ao que ele queria, berrava e batia com as mãos na mesa, para tentar intimidar a minha mãe.
Ontem, após mais de 2 anos de processo, idas a tribunal, etc...
Foi lida a sentença...
Aquela pessoa (a quem eu chamava de tia), foi condenada...
Fez-se justiça...mas sabem que mais???
Acredito que ela não irá parar...
Pois mesmo com o processo a decorrer em tribunal, continuou a fazer das dela, inclusive no dia da Mãe, em pleno cemitério.
O Post não está grande, está enorme...
Provavelmente ficarão cansados de ler a meio ou nem isso...
Mas tinha de desabafar...
Beijinho da Miúda*